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BOLO COM RECHEIO DE CORAÇÃO

11 Jun 2019

Amanhã, dia 12 de junho, é comemorado aqui no Brasil o Dia dos Namorados.

 

Dia de preparar um almoço ou um jantar romântico. Dia de levar um café da manhã na cama de surpresa. Dia de escrever os mais lindos bilhetes e cartões de amor repletos de coração!

Mas, peraí.

 

O que o coração tem a ver com o amor?

 

Você já parou para pensar por que razão ligamos o sentimento de amor ao símbolo de um coração?

 

E tem mais. Por que razão desenhamos o coração nesse formato delicado e romântico uma vez que quase não se parece com a realidade do órgão de verdade?

 

Bom, vamos começar do começo!

 

Lá atrás, por volta do século 5 a.C. iniciou-se uma busca pela localização da alma. É isso mesmo. Os gregos tinham uma séria dificuldade em conceber qualquer constatação digamos mais “espiritual” sem fazer uma rotulação e identificação com algum lugar do corpo.

 

Pois bem. Eis que Hipócrates, o mais famoso médico da antiguidade, dizia que a inteligência se encontrava na cabeça. Já Platão discordava e ainda fazia uma separação dizendo que a alma imortal encontrava-se na cabeça e a alma mortal encontrava-se no coração, reforçando ainda que era justamente essa alma mortal a responsável pela inteligência e, adivinhe só, pelos sentimentos.

 

Platão foi o primeiro a levantar essa hipótese e Aristóteles pegou carona e também seguiu a mesma linha, com uma só diferença no sentido que acreditava no fato de não haver nenhuma separação das almas. Para ele, se exista uma localização da alma, ela estava no centro do ser humano, no coração.

 

Certamente estas reflexões de grandes filósofos gregos são os primeiros registros oficiais de que se tem notícia do vínculo tão enraizado que temos entre sentimentos e o órgão coração.

De lá pra cá, o coração passou a ser visto de inúmeras maneiras diferentes pelos povos.

 

Sacerdotes astecas tinham o costume de arrancar o coração do peito dos inimigos para o preparo de suas oferendas.

 

Já os egípcios representavam o órgão como um escaravelho esculpido e colocado nos sarcófagos. Depois da morte, o coração da pessoa que seria colocada naquele sarcófago era pesado. Se o órgão fosse leve, o homem falecido era considerado uma pessoa do bem e seu lugar era junto aos deuses. Se o coração fosse pesado, o homem era considerado uma pessoa ruim e seu lugar era no mundo das trevas.

 

Para os cristãos, Santo Agostinho foi o grande responsável por pregar e utilizar o coração como símbolo de amor da forma mais completa possível.

 

Mudando desses registros históricos mais voltados às crenças e partindo para um contexto mais cultural, sem dúvida nenhuma os poetas foram os grandes responsáveis pela romantização do símbolo do coração.

 

O órgão passou a fazer parte das mais variadas obras compondo poemas que relatavam o amor. O coração passou a ser a grande estrela que pulsava alegremente com um amor correspondido ou que doía profundamente diante de um amor não retribuído.

 

O símbolo foi usado de maneira figurativa e ilustrativa tantas e tantas vezes ao longo de séculos, que o pobre até se cansou e chegou a demonstrar sinais de fraqueza, tendo sido evitado por grandes autores como Balzac e Proust.

 

Mas seu resgate e reanimação aconteceu e com força total!

O movimento hippie acontecido nos anos 60 certamente foi o divisor de águas do uso do coração como símbolo de amor. A expressão do movimento foi uma combinação das palavras “paz e amor” que acabou virando um lema de toda uma geração. A representação da expressão vinha acompanhada sempre de dois símbolos. O icônico círculo e um coração. O símbolo “paz e amor” foi criado por Gerald Herbert Holtom exclusivamente para a Campanha do Desarmamento ocorrida em 1958 e por este motivo, o círculo acabou sendo relacionado à primeira parte do lema – paz.

 

Adivinhe só o que restou para o coração?

 

Sim, o amor!