SOBRE A BRUCALDERON
A cozinha é um lugar mágico para mim, local onde posso criar e reinterpretar receitas e pratos incríveis. Meu objetivo é inspirar você à também colocar a mão na massa de uma maneira simples e descomplicada, fazendo com que o ato de cozinhar lhe traga descontração e muita alegria.  
Jundiaí / São Paulo
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GALETTE DE TOMATE

30 May 2019

Você consegue imaginar uma visita à França sem apreciar um Crepe?

 

Algumas refeições representam tanto a culinária de alguns países que chega a ser desrespeitoso visitar o local sem experimentá-las.

 

É exatamente isso que acontece com o famoso Crepe Francês.

 

A origem do crepe é tão antiga que é praticamente impossível se determinar com certeza onde a receita foi criada e sua origem, como muitos outros clássicos franceses, é atribuída à um acidente na cozinha.

 

Reza a lenda que uma espécie de mingau preparado com farinha integral era bastante consumido em tempos antigos e que uma mulher, apreciando sua receita perto do fogão, teria deixado cair acidentalmente um pouco do conteúdo sobre a superfície quente e logo percebeu que a receita cozinhava rápido e ainda ganhava um aspecto e um sabor muito melhores e mais gostosos que sua versão cremosa de mingau!

 

Já o primeiro registro histórico de receita de crepe foi em 1390 em um livro chamado “Manger de Paris” em que o autor explicava como preparar crepes usando farinha de trigo integral, ovos, água, sal e vinho. Tudo isso era cozido numa mistura de banha de porco e manteiga.

Dentre as mais divertidas e estranhas histórias que rodeiam a trajetória do crepe, uma delas é muito conhecida e virou até uma tradição, feita até hoje por alguns franceses! Em noites frias do inverno, os franceses chamam os amigos e a família para um jantar e fazem seus convidados preparar seus próprios crepes. Na hora de virar o crepe para dourar o outro lado, a pessoa deve fazer um pedido. Se o crepe cair do outro lado e totalmente aberto, o pedido será imediatamente realizado! Caso contrário, a pessoa deverá esperar até o próximo inverno para preparar uma nova receita e fazer seu pedido.

 

Mas brincadeiras (e superstições a parte), não preciso nem dizer que a receita chegou para ficar e virou um dos pratos mais clássicos franceses, não é mesmo?

 

É humanamente impossível ir à Paris e não se encantar com as barraquinhas espalhadas pelas ruas produzindo tradicionais receitas de crepes doces.

 

Isso mesmo, se seguirmos fielmente o que os franceses mais tradicionais dizem, só existem crepes doces!

 

Você deve estar se perguntando “Ué, mas e o tradicional salgado com queijo e presunto?”.

 

Pois se você perguntar isso à um francês da Bretanha ele lhe responderá que não é um crepe e sim uma GALETTE!

A explicação da diferença entre as duas receitas é simples:

 

Se a receita for salgada, trata-se de uma galette.

Se a receita for doce, trata-se de um crepe.

 

Os crepes e as galettes são pratos típicos da região da França chamada de Bretanha e por lá, essas receitas acompanhadas de uma bela taça de sidra são quase que uma marca registrada do povo e representam uma característica e identidade local bretã.

 

A sidra é uma bebida alcoólica preparada com o sumo fermentado da maçã e ela é quase sempre servida com um crepe ou uma galette, dependendo da hora do dia. Se a refeição for um almoço ou jantar, será servida uma galette. Se for uma sobremesa, um crepe doce será o acompanhamento da sidra.

 

Tradicionalmente as galettes são feitas com trigo sarraceno, uma farinha bem escura e com sabor mais marcante e podem levar os mais variados recheios como cogumelos, queijos, presuntos, ovos, legumes e por aí vai.

 

Na prática essa divisão só ocorre em lugares e com franceses extremamente conservadores e a verdade é que vemos os mais variados restaurantes e bistrôs locais chamando receitas doces ou salgadas de crepes ou galettes, sem nenhum problema!

 

Seja crepe ou galette, aposto que você já está ficando com fome só de ler esse post, não é mesmo?

 

Pois vamos a nossa receita de hoje então. Decidi usar a referência Bretanha para preparar uma Galette de Tomate para hoje.

Tradicionalmente as galettes levam poucos ingredientes e decidi manter essa ideia para a receita de hoje. Meu recheio conta com mostarda Dijon em grãos, queijo ralado, tomate cereja, pimenta e alecrim. E só!!!

 

A receita é extremamente simples e o sabor final uma explosão de sabores impressionante que você precisa experimentar para conhecer!

 

Posso dizer que os ramos de alecrim fizeram toda a diferença no prato, tanto no aroma e sabor quanto na apresentação final. O contraste do verde com a base vermelha da torta me encantou quando finalizei a receita e na hora me lembrei dos pratos repletos de folhagens verdes da Michel Design Works.

 

A combinação foi perfeita!