SOBRE A BRUCALDERON
A cozinha é um lugar mágico para mim, local onde posso criar e reinterpretar receitas e pratos incríveis. Meu objetivo é inspirar você à também colocar a mão na massa de uma maneira simples e descomplicada, fazendo com que o ato de cozinhar lhe traga descontração e muita alegria.  
Jundiaí / São Paulo
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RECEITA DE CUSCUZ MARROQUINO

23 May 2019

Qual seu tipo de Cuscuz preferido: Paulista, Nordestino ou Marroquino?

 

Mesmo que com receitas diferentes, o consumo do cuscuz é tão grande por aqui que tem gente que até pensa que o Cuscuz é brasileiro!

 

Mas a verdade é que a história do cuscuz começou longe, lá do outro lado do Atlântico na região de Magrebe, onde ficam Marrocos, Argélia, Tunísia e Saara Oriental. Os responsáveis pela criação do cuscuz foram os berberes, primeiros habitantes da norte do continente africano e de lá a receita se espalhou por todo o restante do continente.

O cuscuz pode ser feito de diversos tipos de grãos como cevada, arroz, milho e o mais tradicional e original, de sêmola de trigo. Reza a lenda que os africanos apelidaram a receita de “couscous” devido ao barulho que a sêmola de trigo fazia dentro da cuscuzeira durante o cozimento a vapor e com a disseminação da receita por todo o continente africano, acabou pegando e virando nome oficial de um dos pratos mais consumidos em todo mundo.

 

Não existem registros confirmados de como o cuscuz saiu da África e ganhou o mundo, mas alguns livros de receitas antigas apontam que o prato teria chegado à Europa no século XIII com a entrada de muçulmanos na Península Ibérica. Os judeus teriam introduzido o prato em seu cardápio e levaram consigo a receita para países onde se exilaram depois da Guerra Santa em 1492. O prato se espalhou por toda a Europa e de lá ganhou o mundo através dos imigrantes que reproduziam a receita em suas colonizações.

 

Nem preciso dizer que chegando no Brasil através dos portugueses o prato foi sucesso total, certo?

 

Por conta da imensa facilidade de preparo, disponibilidade do ingrediente e tamanha sustância, o cuscuz ganhou espaço por aqui e até hoje é uma das receitas mais consumidas em todo país.

Existem diversas formas de preparar um cuscuz e a receita já ganhou até sobrenome por aqui.

É nordestino, é paulista, é marroquino... e para não ter mais dúvida de saber qual é qual, vou te contar as principais diferenças entre eles hoje!

 

CUSCUZ NORDESTINO

 

 

Esse tipo de cuscuz é preparado em um utensílio especifico e próprio para a receita chamado de “cuscuzeira”.  

Ao invés de sêmola de trigo, o cuscuz nordestino é preparado com um ingrediente bastante abundante na região: a farinha de milho.

Pode ser feito nas versões doce ou salgada, é super versátil e facilmente encontrado em praticamente todas as refeições. Como doce pode ser feito com coco e possui uma textura mais parecida com a de bolo, servido nos cafés da manhã ou da tarde. Como salgado, pode ser servido com manteiga de garrafa, ovos e até carne de sol, servindo como refeição completa de um almoço ou jantar.

 

 

 

CUSCUZ PAULISTA

 

 

Esse tipo de cuscuz é normalmente servido como parte de uma refeição principal, é sempre salgado e também é feito com a farinha de milho.

Segundo conta a história, nos séculos XVII e XVIII, os tropeiros carregavam alimentos como farinha de milho, ovo, cebolinha e torresmo tudo no mesmo recipiente e dentro de uma espécie de lenço amarrado. Os alimentos eram consumidos em conjunto, satisfaziam os tropeiros de maneira muito eficiente e logo conquistaram as mesas dos fazendeiros que observavam a refeição dos viajantes. Nas fazendas ganhou outros ingredientes como a sardinha e o tomate, mas ainda assim, era servido da mesma maneira que os tropeiros, de forma mais solta. Foi nos anos 40 que esse cuscuz começou a ser preparado na forma com furo no meio e de maneira bem compacta, como uma espécie de bolo.

 

CUSCUZ MARROQUINO

 

Como não podia deixar de ser, o cuscuz marroquino é o mais tradicional e mais fiel ao original “couscous”.

Sua versão mais tradicional é feita com sêmola de trigo, leva caldo de carne, vegetais e é servido ao lado de algum outro prato principal.

Aqui no Brasil mantivemos o preparo com a sêmola de trigo e também o fato de servir como entrada ou acompanhado para o prato principal, mas em quase praticamente todas as receitas feitas no Brasil, retiramos o caldo de carne da receita.

 

A sêmola de trigo precisa ser hidratada e é nesse passo que o caldo de carne entra na versão original. O resultado final é nutritivo e muito saboroso, mas por aqui decidimos facilitar e acabamos usando apenas a água quente mesmo para a hidratação da sêmola.

Cenoura, tomate, milho e ervilha são alguns dos ingredientes mais utilizados no cuscuz marroquino que fazemos por aqui, mas a verdade é que a receita é bastante versátil e parece receber muito bem qualquer ingrediente.

 

Um outro item que tem presença garantida no cuscuz marroquino é a hortelã. Ela é a responsável por um leve toque adocicado que faz toda a diferença no sabor final do prato.

Como eu adoro inovar, no meu cuscuz marroquino de hoje decidi manter o toque adocicado, mas ao invés de usar a hortelã usei a manga!

Devo admitir que a manga foi o último ingrediente do meu cuscuz e decidi incluí-la depois do prato já pronto e te explico o motivo.

 

Decidi usar o bowl da coleção Flamingo da Michel Design Works para servir minha receita e quando terminei de montar a mesa (que, diga-se de passagem, foi uma das mais lindas e coloridas que já fiz!) percebi que algo estava faltando. Essa coleção é repleta de flamingos, flores e folhagens que dão um ar extremamente refrescante à mesa e então, decidi adicionar cubos de manga ao cuscuz marroquino para um toque final charmoso e super tropical na minha receita.

 

O resultado final ficou espetacular. Uma mesa posta colorida, harmônica, elegante e muito tropical!