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MOUSSE DE CAFÉ COM CHOCOLATE

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Nossa estrela de hoje é uma das sobremesas mais consumidas em todo mundo. É de fácil preparo, pode ser feita com os mais variados ingredientes e tem como características principais a leveza e o aerado! Alguém sabe de que estou falando? Acertou quem disse mousse!

 

Apesar de simples, a sobremesa já causa confusão logo de início, pelo nome, pois quase ninguém sabe se o correto é dizer “a” mousse ou “o” mousse. Bom, pra começo de conversa, vale dizer que mousse é uma palavra francesa e que sua versão brasileira é chamada musse. As duas palavras estão corretas e podem ser usadas para nomear a sobremesa.

 

A grande questão é que substantivos importados do francês e que terminam com “e” podem ser masculinos ou femininos. Isso acontece com quiche, omelete e, é claro, mousse. Porém, na língua francesa, todos esses substantivos são tidos como femininos e, portanto, o correto por lá é dizer “a quiche” “a omelete” e “a mousse”. O problema é que, chegando aqui no Brasil, essas palavras passaram a ser tratadas como masculinas. Não é raro vermos por aí alguém falando “o omelete” e “o quiche”, concorda?

 

Tanto é recorrente esse uso que, há alguns anos, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras e os mais renomados dicionários como o Houaiss, por exemplo, passaram a trazer as palavras “quiche” e “omelete” como substantivos de dois gêneros, admitindo, portanto, o uso tanto no masculino quanto no feminino. Ou seja, na próxima vez que for preparar uma dessas receitas para oferecer aos seus amigos, não se preocupe: fale “o” ou “a”, o que for melhor para você!

 

Agora, aposto que está se perguntando “tá, e quanto à palavra mousse?” Essa é uma das poucas palavras que a Academia Brasileira de Letras e os dicionários ainda não deram o mesmo tratamento de substantivos de dois gêneros. Acredito até que essa mudança deva ocorrer em algum momento, já que é extremamente comum ouvirmos alguém falando “o mousse” por aí. Mas, até lá, o correto é nos referirmos sempre como “a mousse”, no feminino.

Falando ainda sobre a palavra, em francês, mousse significa “espuma”, o que reforça suas características principais de leveza e consistência aerada. O surgimento da expressão teria ocorrido há muito tempo quando, na Roma antiga, se prepara uma mistura de mel com vinho chamada de “muslum”. Com o passar do tempo, a palavra sofreu alterações até chegar à versão final de “mulsa” que, traduzida para o francês vira, “mousse”.

 

Pois bem, agora que já sabemos a origem da palavra e como se referir a essa deliciosa sobremesa, vamos à história dela. O criador da receita, segundo contam os registros, teria sido o pintor Henri de Toulouse-Lautrec. Isso mesmo, um pintor! Henri Toulouse-Lautrec ficou muito famoso por sua pintura pós-impressionista, que ajudou a definir o que hoje chamamos de Art-Nouveau. O artista adorava retratar a boêmia vida parisiense e adorava também, é claro, aproveitá-la, como um bom boêmio.

 

Henri tinha belos dotes na cozinha e deixou, além de seu legado como artista, duas receitas para a humanidade: a mousse e o coquetel chamado terremoto, feito com absinto, conhaque e gelo. Mas, calma lá! Você já percebeu que a mousse tem uma história cheia de detalhes e pequenas confusões, não é mesmo? Então, agora, eu lhe conto que, originalmente, Henri Toulouse-Lautrec chamou sua receita de “maionese de chocolate”. E o fez porque, assim como a maionese, em sua versão original, a receita é preparada com ovos, em especial, as claras batidas em neve.

 

Isso mesmo. Uma mousse tradicional e verdadeira é preparada com claras em neve e não com gelatina. Em algumas receitas, podemos acrescentar também as gemas, já que as proteínas coagulam e contribuem para a aeração, mas é a clara em neve o ingrediente principal e essencial para uma boa mousse. Ela é a responsável pelo aerado e pela leveza da sobremesa. E por que algumas receitas pedem a gelatina? Pois ela garante uma estrutura mais firme para a mousse.

 

Como bem sabemos, as receitas vão se adaptando à nossa realidade e, em determinado momento, surgiu a necessidade de se obter uma mousse mais consistente para ser usada em recheios de bolos, que não desmanchasse com tanta facilidade, mas ainda assim fosse leve e aerada. A solução foi incluir a gelatina, ingrediente que confere maleabilidade e estabilidade devido às suas ligações químicas. Sendo assim, podemos preparar a mousse de acordo com o que precisamos como resultado final. Se a mousse servirá como recheio de um bolo, usamos a gelatina para dar mais firmeza. Se a mousse será a sobremesa principal, podemos preparar apenas com claras em neve!

 

Hoje decidi preparar uma legítima maionese de chocolate, digo, uma mousse de chocolate em homenagem ao criador desta deliciosa sobremesa. Escolhi o sabor original de chocolate e a forma de preparo usando as claras em neve para manter a tradição da receita, mas é claro que não podia deixar de dar um toque especial na minha versão. Para deixar minha mousse ainda mais gostosa, inclui um ingrediente que é paixão nacional e garantia de sucesso nas mesas brasileiras. Fiz a receita usando, além do chocolate, uma boa dose de café para dar um toque pra lá de especial!

 

Acredito que incluir o café em determinadas sobremesas eleva o paladar e deixa o preparo muito mais saboroso e aromático, a exemplo do que acontece com o tiramisù (receita que você pode ver clicando aqui). Para o preparo da minha mousse, utilizei minha French Press Bialetti para preparar um café super aromático! A French Press, ou Prensa Francesa, teve seu surgimento na França, por volta de 1850. Apesar da origem e nome frances