SOBRE A BRUCALDERON
A cozinha é um lugar mágico para mim, local onde posso criar e reinterpretar receitas e pratos incríveis. Meu objetivo é inspirar você à também colocar a mão na massa de uma maneira simples e descomplicada, fazendo com que o ato de cozinhar lhe traga descontração e muita alegria.  
Jundiaí / São Paulo
Preparado com carinho pela Bru. 2016-2018
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RECEITA DE BAGUETE FRANCESA PARA UM CAFÉ DA MANHÃ AFETIVO

28 Feb 2019

O verão continua até o final de março, mas fato é que janeiro e fevereiro são os meses em que sentimos na pele – literalmente – todo o calor que essa estação tem para oferecer. Com certeza é por esse motivo que janeiro é também o mês em que as pessoas mais vão para o litoral tentar se refrescar nas águas do mar. E hoje, no fim de fevereiro, decidi incluir o tema fundo do mar na minha mesa no desejo de trazer um pouco da refrescância das praias para o dia a dia!

 

Mais do que isso, quis trazer a alegria das férias para um dia comum, pois a verdade é que na correria do retorno de fim de ano a gente acaba se esquecendo de tantos momentos deliciosos que pudemos aproveitar em companhia de nossa família e nossos amigos e logo no primeiro mês já nos vemos atolados de compromissos, reuniões e cafés da manhã que, quando muito, se resumem a uma xícara de café e uma fruta devorada enquanto dirigimos para o trabalho.

Pois hoje venho te contar uma coisa muito séria: a vida é feita de memórias.

 

 

Isso mesmo, hoje lembramos do que fizemos de bom ontem e amanhã lembraremos do que fizemos de bom hoje.

 

Pensando nisso decidi ter um ano de 2019 carregado de boas memórias! Como? Fazendo referência ao que vivi para criar ainda mais boas lembranças para o amanhã.

 

Calma, eu explico!

 

Veja essa bandeja que preparei para o café da manhã:

Poderia ser uma bandeja qualquer, mas as flores foram colhidas num passeio matinal apreciando a natureza. As conchinhas foram cuidadosamente procuradas e achadas pelo meu sobrinho durante nossas férias na praia. A bandeja repleta de desenhos temáticos de fundo do mar me remete imediatamente aos dias de sol e mar no fim de ano, viagem que antecedeu as férias em Paris e em que comia, todos os dias, uma baguete tipicamente francesa.

 

Ou seja, essa refeição representa muito mais que uma bela produção. Ela tem vida, tem memórias, tem história pra contar!

 

Hoje, no meu café da manhã de um simples dia qualquer, a cada gole na xícara de café disposta ao lado das conchinhas me lembrava do sorriso gostoso do meu sobrinho falando “titia, peguei mais uma conchinha para você” o que imediatamente me fazia também, sorrir.

 

 

Hoje, no meu café da manhã de um simples dia qualquer, a cada pedaço de baguete que apreciava me lembrava da descontração dos franceses passeando pelas ruas e comendo suas baguetes carregadas despretensiosamente dentro de um saco de papel o que imediatamente me fazia também, descontrair.

 

Isso tudo fez com que meu café da manhã tivesse um outro tom, uma outra energia e que meu dia, consequentemente, tomasse um outro rumo cheio de alegria, disposição e felicidade. E adivinhe só? Essa refeição minha comigo mesma foi tão prazerosa que também criou uma nova memória afetiva a ser lembrada num outro dia qualquer.  

 

O que quero dizer com isso tudo é que precisamos de uma vez por todas entender que cada dia é uma página em branco novinha a nossa disposição, só esperando ser preenchida com o que temos de melhor, seja aproveitando boas recordações de momentos que vivemos, seja criando novas oportunidades e boas lembranças para recordar.

 

Pensando assim não passaremos o ano todo só esperando pelo período de férias e sim apreciando todas as 365 oportunidades de criar ótimos dias para se recordar!

 

Bom, como disse, minha inspiração de hoje foram as duas viagens que fiz no fim de ano: Paris e Praia.

Se tem uma coisa que sempre me marca nas ruas parisienses é a quantidade de pessoas saindo do trabalho e parando em padarias, por lá chamadas de “boulangeries”, com saquinhos de papel com uma baguete dentro.

 

A baguete é apreciada ali mesmo, na rua enquanto caminham para a casa ou para algum encontro com os amigos. Despretensiosamente quebrada com as mãos em pedaços menores, essa refeição é quase que um ritual para os franceses.

 

Por lá ninguém se cansa de comer esse tradicional pão e muitas vezes na hora do jantar rola uma repetição (e nesse caso você verá duas baguetes dentro do saquinho de papel) para acompanhar uma sopa ou um lanche como refeição noturna.

 

Fato é que a baguete é mais do que um simples pão, é um símbolo nacional da França. O país é sempre caracterizado e reconhecido ao redor do mundo quando o assunto é vinho, queijo, boina e baguete.

 

No período pós guerra uma foto de Willy Ronis com um menino parisiense carregando uma baguete (muito maior que ele, diga-se de passagem) embaixo do braço e com sorriso no rosto, correu o mundo e ajudou a disseminar essa marca registrada de Paris.

 

A baguete assume sua aparência alongada e fina como conhecemos hoje por volta de 1920 após a declaração de uma lei que proibia os padeiros de trabalharem antes das 04:00 da manhã, o que não deixava tempo hábil suficiente para o cozimento dos pães redondos e maiores. O formato fino, alongado e comprido fazia com que os pães fossem preparados e cozidos em bem menos tempo, facilitando a vida dos padeiros da época.

Para se ter uma ideia do tamanho da importância da baguete aos parisienses, existe até mesmo um concurso chamado Grand Prix de la Baguette – Grande Prêmio da Baguete – que acontece todos os anos e reúne os artesãos padeiros da capital Paris para determinar o vencedor da melhor receita de baguete do ano. Quase 200 baguetes são apresentadas ao j